24 setembro 2010

Delícias da vida!



Bom fim-de-semana para vc,
com muitas delícias e tudo o mais que a vida tem de bom para oferecer!

22 setembro 2010

Interações Medicamentosas - uma visão simplificada

Como uma futura farmacêutica muito desconfiada, sempre gostei de dar uma boa olhada nas bulas dos medicamentos que vou tomar. Depois de estudar muito, finalmente consigo entender o que elas dizem, mas sei da dificuldade de alguns, pois são muitos termos técnicos e a maioria das pessoas pula direto para “POSOLOGIA” depois de perder a paciência.

Ao fazer isso, perdemos uma parte importante que são as “INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS”, pois muitos fazem uso de vários medicamentos ao mesmo tempo e saber se um vai interferir no metabolismo do outro é essencial.

É uma área muito extensa, eu não vou conseguir explicar tudo aqui e eu duvido que você teria paciência para ler até o final, mas você já terá dado um grande passo ao descobrir se o medicamento que você está fazendo uso é um inibidor enzimático ou um indutor enzimático. O que isso significa?


Ambos agem na Monoamina Oxidase (MAO), uma enzima presente no organismo que degrada monoaminas. Existem dois subtipos de MAO. Cada um deles tem preferência por um tipo de substância e se encontram em locais específicos. Para simplificar, lhe digo que muitas das substâncias presentes no nosso corpo e outras que ingerimos (como alimentos e medicamentos) são constituídas por monoaminas. Assim sendo, as pobres coitadas percorrem um longo trajeto até alcançar uma dessas enzimas para serem degradadas e eliminadas.

Quando você faz uso de, por exemplo, um medicamento que é constituído por uma amina e um outro medicamento que é um indutor enzimático, este último irá acelerar a atividade da enzima e esta por sua vez irá apressar a ação do primeiro, impedindo que esta ação seja completa. O mesmo ocorre com um inibidor enzimático, mas por vias inversas, ou seja, ao invés de acelerar a enzima, o inibidor vai deixá-la “lentinha” e assim as monoaminas irão acumular no teu corpo e só Deus sabe o mal que isso fará, que pode ser desde uma simples dor de cabeça até uma hemorragia cerebral.

Exemplos de indutores enzimáticos: rifampicina (antibiótico), carbamazepina ou fenitoína (antiepilépticos), barbitúricos (sedativos), glutetimida (calmante), primidona (anticonvulsivante), tabaco (cigarro), dexametasona (corticóide), etanol (álcool etílico), isoniazida (antiepiléptico), omeprazol (antiulceroso) e muitos outros.

Exemplos de inibidores enzimáticos: alopurinol (anti-hiperuricêmico), cloranfenicol (antibiótico), cimetidina (antiulceroso), ciprofloxacino (antibiótico), dextropropoxifeno (opióide), dissulfiram (coadjuvante no tratamento do alcoolismo), eritromicina (antibiótico), fluconazol (antimicótico), fluoxetina (antidepressivo - Prozac), isoniazida (anticonvulsivante), cetoconazol (antifúngico), metronidazol (antiprotozoário), fenilbutazona (antiinflamatório) e verapamil (antiarrítmico) , antidepressivos da classe dos inibidores da MAO, entre outros.

IMPORTANTE

Quando você estiver fazendo uso de um inibidor enzimático (como os antidepressivos), diminua o consumo de produtos com elevada concentração de tiramina (uma amina metabolizada pela MAO), tais como banana, chocolate e queijos curados, pois o acúmulo de tiramina pode causar os efeitos adversos citados acima.

21 setembro 2010

Medicina Tradicional Chinesa


Medicina Tradicional Chinesa, também conhecida por MTC, é uma das práticas mais eficientes que eu já vi. A MTC se fundamenta numa estrutura teórica sistemática e abrangente, de natureza filosófica. Ela inclui entre seus princípios o estudo da relação yin/yang, da teoria dos cinco elementos e do sistema de circulação da energia pelos meridianos do corpo humano. Além disso, engloba conceitos como "calor de sangue", "deficiência do baço" etc. Você sabia que pessoas que estão com o baço deficiente, comem doces em excesso e pensam demais? Já aconteceu isso com você? Nesse caso, um bom acupunturista iria tonificar seu baço e, quem sabe, te evitar um problemão como uma diabete.
Infelizmente poucas pessoas conhecem e eu gostaria de ter mais tempo para conseguir estudar MTC também (quem sabe quando eu terminar a faculdade...), pois são conceitos com os quais você consegue "trabalhar" qualquer órgão que esteja deficiente, entre muitas outras coisas.
Se você ficou interessado, lhe indico um blog de uma excelente acupunturista/terapeuta que escreve colunas no jornal de sua cidade e as publica no blog. Lá vocês se familiarizarão melhor com tais conceitos. O endereço é:
http://www.snconsultoria.blogspot.com/

Boa leitura!

20 setembro 2010

Mitríades, o veneno e as subdoses


Hoje vou lhes contar uma história que acho muito curiosa, a história do rei Mitríades.
Mitríades reinou em meados do século II a.C., uma época em que era muito comum a prática do envenenamento, já que muitas substâncias químicas estavam sendo descobertas e, como crianças que ganham um brinquedo novo, os militares gostavam de testar esses brinquedos em seus oponentes.
Seu reino havia sido glorioso por muito tempo, mas em 63 a.C., Mitríades já não estava mais "muito bom das pernas" e seu grande medo era ser envenenado. Ciente do perigo que corria, Mitríades fazia uso de provadores de comida, servos que comiam antes do rei para garantir que a comida não estava envenenada. Pois bem, acontece que ele perdeu muitos servos desse modo. Cansado desta situação e sabendo de um perigo maior, Mitríades resolveu tentar algo novo. Começou a ingerir pequenas doses de cada veneno dos mais utilizados na época, sendo uma mistura de 60 venenos em média, pois sabia que com subdoses não iria morrer. Fez isso durante muito tempo, passando a aumentar as doses, pois sabia que assim também sua tolerância iria aumentar. E de fato aumentou. Mitríades após algum tempo tomava doses cavalares de veneno e não sofria mal algum.
Quando seu reino já estava totalmente fragilizado, o mesmo foi invadido e seus inimigos enfiaram veneno goela abaixo em Mitríades mas nada acontecia, pois ele já estava imune àquilo tudo. Se ele foi morto por outro método ou conseguiu fugir desse modo eu já não sei.
Curiosa a história, não é?! Levanta uma questão: até onde o veneno é tão maléfico? Pense nisso. Uma boa semana...

18 setembro 2010

Flavonóides

Com certeza você já ouviu falar que tomar vinho ou suco de uva, em quantidades moderadas, faz bem à saúde, seja pela manhã ou ao final do dia. Acredita-se que os grandes responsáveis por esse benefício são os flavonóides - pequenas moléculas produzidas pelas plantas que, entre tantas funções, protege a mesma dos raios ultravioleta e ainda proporciona coloração e sabor agradáveis dentre muitas outras funções ainda desconhecidas.

Após serem descobertas, essas moléculas tornaram-se alvos de estudo de cientistas e muitos curiosos, que ficaram maravilhados com tantas propriedades benéficas à saúde que apresentavam. Dentre muitas propriedades, estão:

· Antioxidante: possuem quatro mecanismos diferentes para proteger o organismo contra os danos dos radicais livres;

· Hormonal: pessoas que consomem alta quantidade de soja e derivados, ricos em isoflavonas, possuem menor incidência de câncer de colo de útero e ovário e osteoporose;

· Antiinflamatória: inibição da indução de edema em cobaias;

· Antiviral;

· Antitumoral;

· Aumenta tônus capilar: indicação para pessoas com varizes, hemorróidas e hemorragias por diminuir a permeabilidade e a fragilidade capilar;

· Oferece base para aditivos alimentares, como corantes e edulcorantes.

Depois de tantos benefícios você deve estar querendo saber como fazer para tirar proveito de tudo isso. Os flavonóides estão muito bem distribuídos na natureza e são de fácil acesso para todos. Muitos já consomem uma alta quantidade de flavonóides na alimentação, porém quando se deseja um efeito mais intenso (exemplo, uma pessoa que apresenta um quadro de hemorragia repentinamente) deve-se intensificar o consumo, porém tomando cuidado para não exagerar, pois como o grande Paracelsus dizia: “A diferença entre o veneno e o remédio está na dose”.

Altas doses de flavonóides são encontradas nos frutos cítricos (laranja, limão, tangerina), no pericarpo e frutos verdes; também nas folhas de Ginkgo biloba; nas folhas e partes aéreas do maracujá e nas sementes de soja. Para os mais acomodados, sempre existe a possibilidade de ir até uma farmácia de manipulação e pedir para manipular o componente desejado, mas nada compara-se ao efeito do componente in natura e em sinergismo com outros componentes da planta, tal qual é encontrado na natureza.

15 setembro 2010

Luz Ultravioleta


Você já parou para pensar por que a luz ultravioleta emitida pelo sol causa apenas câncer de pele e não outros tipos de câncer?!
Pode reparar, já ouviu falar de alguém que teve câncer no pulmão ou no fígado por ficar tempo demais exposto ao sol? Provavelmente não. Isso acontece porque a luz ultravioleta (UV) tem baixo poder de penetração. E o que isso significa? Significa que ela danifica apenas as células mais superficiais do corpo, como as células epiteliais.

Provavelmente quando você era pequeno, depois de sair do banho, ouvia sua mãe ou avó dizer, "Põe a toalha no varal para matar os bichos". Essa é uma prática correta e até bastante eficiente, mas tem um porém. A luz ultravioleta só tem essa ação esterilizante exatamente na área que está incidindo, ou seja, se você coloca a toalha no varal, depois de algum tempo vai ter que virá-la de modo que o lado de baixo fique exposto à luz solar. Só assim você danificará os microrganismos existentes na mesma.

Quando é aplicado luz ultravioleta sobre um ambiente para esterilizá-lo, estará livre de contaminação apenas as superfícies nas quais a luz está incidindo. Se a luz estiver no teto e tiver uma mesa nesse lugar, a superfície de cima da mesa estará esterilizada, porém embaixo da mesa ainda teremos foco de contaminação. Por isso, fique esperto!

06 setembro 2010

Fibras alimentares


Com certeza você já está cansado de ouvir que ingerir fibras todos os dias é importante para sua saúde. Porém o que não é divulgado é o porquê disso. Entenda um pouco mais...

Fibras são componentes encontrados em verduras, frutas e farinhas não- refinadas e começou a se tornar um assunto muito importante na década de 70 a partir do estudo de dois médicos ingleses, Denis Burkitt e Hugh Trowell, que descobriram que muitas das doenças ocidentais eram decorrentes da dieta carente de fibras.

O nosso organismo é extremamente cuidadoso para não gastar energia além do necessário, portanto tudo o que pode ser reaproveitado, será, inclusive as gorduras. Ao invés de eliminar as gorduras do corpo e produzir novas, ele reabsorve aquelas já existentes no intestino e leva para a circulação sanguínea para compor a bile. Quando ingerimos fibras, elas capturam as gorduras existentes no intestino e as eliminam nas fezes, forçando nosso intestino a capturar as gorduras da dieta para formar a bile. Quando isso não acontece, as gorduras que ingerimos não são utilizadas e formam-se os “pneuzinhos” tão indesejados, além das mais diversas doenças.

O problema é que a nossa cultura alimentar já não é tão generosa conosco, pois tudo o que comemos passa pelo processo de refinação. Por exemplo, na farinha de trigo, o refinamento industrial remove o farelo de trigo do grão e este é composto por 50% de fibra alimentar.

Fibra é uma maravilha para a saúde, mas calma lá também. A fibra deve ser proveniente do próprio alimento que a contém, que possui a proporção fisiológica entre as fibras e os nutrientes. Fibras em excesso podem provocar diarréia ou deficiência de nutrientes, pois as fibras também aderem ao ácido fólico, ferro, cálcio, zinco, fósforo e outros, impedindo sua absorção e eliminando-os nas fezes.

Aqui vale o conhecimento antigo de que a natureza é sábia, ela nos proporciona exatamente o que precisamos e na quantidade que precisamos. Fique atento! Uma boa semana com muitas fibras para você...

03 setembro 2010

Uso de Agrotóxicos

Muita gente reclama que produtos orgânicos são caros e se perguntam, "Por que comprar orgânico?!?!"; apresento aqui uma das muitas respostas. O texto é de Monica Lacombe Camargo, d'aprés O Estado de São Paulo, retirado do blog de Sonia Hirsch:

Campeão mundial de uso de agrotóxicos, o Brasil se tornou nos últimos anos o principal destino de produtos banidos em outros países. Nas lavouras brasileiras são usados pelo menos dez produtos proscritos na União Européia (UE), Estados Unidos e um deles até no Paraguai. A informação é da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com base em dados das Nações Unidas (ONU) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Apesar de prevista na legislação, o governo não leva adiante com rapidez a reavaliação desses produtos, etapa indispensável para restringir o uso ou retirá-los do mercado. Desde que, em 2000, foi criado na Anvisa o sistema de avaliação, quatro substâncias foram banidas. Em 2008, nova lista de reavaliação foi feita, mas, por divergências no governo, pressões políticas e ações na Justiça, pouco se avançou.

Até agora, dos 14 produtos que deveriam ser submetidos à avaliação, só houve uma decisão: a cihexatina, empregada na citrocultura, será banida a partir de 2011. Até lá, seu uso é permitido só no Estado de São Paulo.

Enquanto as decisões são proteladas, o uso de agrotóxicos sob suspeita de afetar a saúde aumenta. Um exemplo é o endossulfam, associado a problemas endócrinos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o País importou 1,84 mil tonelada do produto em 2008. Ano passado, saltou para 2,37 mil t. "Estamos consumindo o lixo que outras nações rejeitam", resume a coordenadora do Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológicas da Fundação Oswaldo Cruz, Rosany Bochner.

O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luís Rangel, admite que produtos banidos em outros países e candidatos à revisão no Brasil têm aumento anormal de consumo entre produtores daqui. Para tentar contê-lo, deve ser editada uma instrução normativa fixando teto para importação de agrotóxicos sob suspeita. O limite seria criado segundo a média de consumo dos últimos anos.


Nitratos, nitritos e câncer

Parece distante, não é?! Substâncias que só se usam em laboratórios científicos e que deve estar bem longe do nosso cotidiano... Pois saiba que não. Elas estão mais próximas do que você pode imaginar. E o que isso interessa pra você?!

Bom, você precisa saber o que realmente está consumindo; por exemplo, sabe aquela cor vermelhinha da carne que você compra embalada no supermercado? Nitrito puro, pois este confere a coloração que te agrada e faz você levar o produto. Além disso, o nitrato também é importante na conserva de carnes, por isso está presente nos seguintes produtos:
• Defumados;
• Conservantes;
• Bacon;
• Soluções picantes utilizadas no presunto, bacon, carnes e queijo;
• etc.




Nitratos e nitritos são agentes desaminantes que têm o potencial de modificar o DNA das suas células, ou seja, cancerígeno, mutagênico e, em algumas referências, teratogênico. Por que eu digo “potencial”? Porque o nitrato por si só não é tóxico para sua célula, quem promove esse processo de toxicidade são as bactérias que habitam o seu intestino. Essas bactérias, utilizando nitroredutases bacterianas, produzem nitrosaminas carcinogênicas.

Ficou complicado? Vou tentar descomplicar. Você possui bactérias normais na sua flora intestinal. Dependendo do que você ingerir na sua alimentação, as bactérias podem se sentir “agredidas” e começar a produzir nitrosaminas a partir de nitratos, que têm a capacidade de iniciar ou promover a formação de um tumor. Essa produção de nitrosaminas é favorecida quando o pH do seu intestino está baixo, o que acontece quando você ingere alimentos muito ácidos. Todas essas porcarias que comemos em fast food e também produtos congelados, balas, corantes e outros, deixam o ambiente intestinal extremamente ácido.

Para nossa surpresa, os vegetais também contêm alto teor de nitratos e isso tem sido uma preocupação para o Ministério da Saúde, pois o uso abusivo de fertilizantes nas plantações aumenta o indício de câncer na população. No caso dos vegetais, isso não é tão preocupante, pois eles não têm a capacidade de diminuir o pH intestinal e portanto não favorecem a formação de produtos carcinogênicos. Porém, se o vegetal apresentar grande quantidade de agrotóxico, essa teoria já não é aplicável, pois o agrotóxico sim é extremamente ácido.

Quanto ao Ministério da Saúde não adianta culpá-lo, pois esse é um assunto que nunca vai receber a devida atenção, já que a saúde não dá lucro a ninguém. Cabe a nós a preocupação com a própria saúde, por isso pense duas vezes antes de encher o carrinho de congelados e defumados e deixar de lado as verduras e frutas (de preferência orgânicas) que irão promover sua saúde dia após dia.