12 novembro 2010

Saúde e unhas bonitas - tudo a ver!

Hoje em dia, com todos os avanços tecnológicos na área da Saúde, estamos acostumados a fazer vários exames quando percebemos que algo não está indo muito bem. Povos antigos não dispunham de toda essa tecnologia. Eles tinham métodos muito mais simples e igualmente eficazes, tanto comprovados que foram adotados por vários dermatologistas. Estou falando da observação das unhas. Elas podem estar querendo te dizer algo.

Saúde das Unhas

Sua unha pode estar dando indícios de alguma disfunção no seu organismo. Por exemplo:

Unhas secas e quebradiças

Pode ser hipotireoidismo e/ou menopausa. Problemas hormonais em geral. Anemia. Falta de cálcio, zinco e vitaminas A, B e E, nutrientes que constituem a unha.


Unhas amareladas

Pode ser tabagismo e diabetes. Indicam também uso crônico de antibióticos, excesso de ingestão de betacarotenos (cenoura, beterraba, mamão...), diabetes, micoses e males do fígado.


Unhas azuladas

Pode ser indício de doenças pulmonares. Indicam também presença de fungos, tumores, lupus eritematoso e uso de medicamentos coagulantes.



Unhas avermelhadas

Podem ser doenças cardiovasculares.


Unhas esbranquiçadas

Podem ser doenças renais ou hepáticas. Também pode indicar presença de fungos.



Unhas com manchas brancas

Pode ser deficiência alimentar (anemia, carência de zinco). Também pode ser dermatite de contato (alergia a detergentes, sabões, esmaltes etc), além de psoríase, micose, intoxicação por metais pesados e insuficiência renal.


Unhas com manchas escuras

Pode ser câncer de pele. Também micose, disfunções hormonais e tumores na matriz ungueal.


Unhas amareladas, espessas e sem crescimento

Distúrbios pulmonares.



Unhas com ondulações, que, no caso das mulheres, ficam aparentes mesmo com duas camadas de esmalte

Geralmente indicam traumas (a espátula de empurrar cutícula é usada com força). E ainda: doença cardíaca ou pulmonar.


Cuidados com as unhas:

  • Evite cortar as unhas até o sabugo e não retire totalmente a cutícula, pois elas oferecem proteção, evitando a entrada de microrganismos invasores;
  • Não use acetona em excesso, para não ressecá-las. Prefira removedor de esmalte;
  • Não deixe as unhas molhadas por muito tempo para não favorecer o surgimento de micoses;
  • Evite andar descalço em pisos úmidos, como saunas e vestiários para evitar micoses;
  • Procure usar luvas quando lavar louça, mexer com água sanitária ou for manusear a terra;
  • Verifique se o alicate da manicure é esterilizado e as lixas, descartáveis.

Esterilização

São raros os salões que dispõem de autoclaves para esterilizar o material utilizado. A maioria faz uso de forninhos por, no máximo, 30 minutos. Esse tipo de esterilização não mata os microrganismos! É só para inglês ver. No caso de esterilização por calor seco (o forninho) a temperatura de esterilização deve ser de 170ºC por cerca de 2 horas. Qual salão realmente faz isso? Portanto, não hesite! Leve sempre um kit com seus instrumentos. Até lixa utilizada por outras pessoas ajuda na proliferação de micoses. Das doenças transmissíveis em manicures, a mais grave é certamente a hepatite B.

Para deixar as unhas fortes e bonitas!

Na maioria das vezes, unhas fracas e quebradiças são causadas pela falta das vitaminas A, C e E e de minerais, como zinco, ferro e cálcio, no organismo. Segundo estudos recentes, uma substância que torna as unhas mais fortes e resistentes é a biotina, também conhecida como B8, encontrada na soja, na aveia, no feijão, no tomate e na gema do ovo.

10 novembro 2010

Ácido + sol = manchas!

Verão está chegando e com ele um sol torrencial! Momento ótimo para dar aquela bronzeada sem esquecer, é claro, do protetor solar para não causar um envelhecimento precoce na sua pele.

Além deste cuidado, é muito importante perceber quais cosméticos você usa antes de entrar debaixo do sol. Muitos esfoliantes e alguns cremes trazem algum ácido em sua formulação. Fique atenta para não aplicá-los na pele e sair ao sol, pois esse produto remove a camada superficial de sua pele e ela fica mais delicada e sensível aos efeitos dos raios ultravioletas . O resultado dessa combinação são as pigmentações excessivas, ou mais conhecidas, manchas! Reserve o uso desses produtos para noite, de preferência, antes de dormir.

Alguns exemplos: ácido salicílico, ác. lático, ácido retinóico.

08 novembro 2010

Antidepressivos - Evolução


Esse post vai ficar um pouquinho grande, mas se você faz uso de antidepressivo ou pensa em fazer, sugiro que o leia. Afinal estamos falando da classe de medicamentos que mais teve aumento de vendas nos últimos 5 anos (algo em torno de 48%). Os antidepressivos são a quarta classe de medicamentos mais vendidos, ficando atrás apenas de antiinflamatórios, analgésicos e contraceptivos, portanto uma das classes mais lucrativas da indústria farmacêutica.

Antigamente, os antidepressivos se resumiam a duas subclasses mais usadas, os inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO) e os antidepressivos tricíclicos (ADT).

Resumindo:

Os IMAO são inibidores irreversíveis de uma enzima que degrada monoaminas, como os neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina, ou seja, inibia os três ao mesmo tempo. Inibindo essa enzima, mais quantidades do neurotransmissor ficava disponível nas fendas sinápticas por mais tempo. Resultado: a sensação de prazer era aumentada. Por agir nos três receptores simultaneamente, os efeitos colaterais eram extremamente severos. Além disso, quando se fazia uso desse medicamento, era necessário que o paciente restringisse consumo de alguns tipos de alimentos, não podia ser usado por cardiopatas e era bastante hepatotóxico. São exemplos de IMAO: Marsilid, Marplan, Nardil, Eutonyl, Deprenyl e Aurorix.
Os ADT inibem preferencialmente ou receptores de serotonina ou receptores de noradrenalina. Mas ainda assim um pode agir no outro receptor. Exemplos de ADT: Imipramina, Anafranil, Tryptanol e Vivactil.

Atualmente:
Já há algum tempo, os antidepressivos mais usados são inibidores seletivos da recaptação, que pode ser apenas de serotonina, apenas noradrenalina ou ambos. Por que isso é importante? Porque tratará mais especificamente o tipo de depressão do paciente, cpm menores efeitos colaterais.
Exemplos de inibidores seletivos da recaptação de serotonina: Prozac, Aropax, Serenata.
Exemplos de inibidores seletivos da recaptação de noradrenalina: Ludiomil, Prolift.
Exemplo de inibidor da recaptação de ambos: Efexor.

Uma depressão onde há falta de serotonina costuma ter os seguintes sintomas:
  • ansiedade;
  • pânico;
  • fobia;
  • obsessão;
  • compulsão
  • depressão do humor.
Na falta de noradrenalina, os sintomas são:
  • diminuição da concentração;
  • perda da memória;
  • fadiga;
  • depressão do humor;
  • diminuição da atenção.
Você pode olhar esses itens e pensar: "Ai meu Deus, eu tenho todos os sintomas, vou na farmácia agora mesmo". Não é bem assim. É normal você se sentir ansioso(a), devorar uma caixa de chocolate de uma vez só ou estar com uma perda de memória ultimamente, mas isso não quer dizer que você precise fazer uso de antidepressivo. Este normalmente é indicado quando a pessoa apresenta vários desses sintomas simultaneamente (geralmente três ou mais) por um tempo prolongado e não há nenhum indício de reação por parte do paciente. Mas se ainda assim você já está se preparando para ir à Farmácia, lembre-se de consultar um profissional especializado.

Em muitos casos, o uso desse tipo de medicamento não seria necessário. Por exemplo, você sabia que praticar atividade aeróbica (corrida, caminhada, ciclismo) por meia hora, libera quase a mesma quantidade de serotonina que é fornecida por um Prozac? Além disso, aumenta quantidades de noradrenalina e endorfinas no nosso cérebro.

Não se esqueça: Boas risadas substituem qualquer antidepressivo. Por isso, curta mais a vida!



05 novembro 2010

Toxinas ambientais e sua influência na obesidade

Você já fez várias dietas e não teve resultado. Começou a caminhar todo dia e até já se matriculou em uma academia, mas não tem jeito. Parece que aqueles quilinhos a mais e aquele pneuzinho na barriga te amam, não querem ficar longe de você... Pena você não ter o mesmo amor por eles. Talvez você não esteja dando atenção para um ponto que pode ser crucial no processo de emagrecimento. Descubra aqui...

Estudos recentes demonstram que as toxinas ambientais, essas que estão presentes no ar que respiramos, no alimento que comemos e até no medicamento que tomamos, podem estar entre as maiores causas de obesidade no contexto atual, além dos fatores já bem conhecidos, como estresse e má alimentação. O trecho seguinte foi retirado do site Banco de Saúde, escrito por Renato França, nutricionista:

"Hoje em dia, tem-se que a exposição excessiva a toxinas ambientais e uma baixa capacidade de destoxificação são os principais fatores para a resistência na perda de peso. Isso serve para aquelas pessoas que dizem ter uma alimentação saudável, tanto quali quanto quantitativamente, mas não conseguem emagrecer, ou quando emagrecem, recuperam o peso perdido muito rapidamente, gerando o famoso efeito sanfona."

Esse fator ocorre porque, com exceção dos metais pesados, a maioria dos compostos ambientais tóxicos são lipossolúveis, ou seja, têm afinidade por gordura. Desse modo, ao chegar no organismo, eles serão armazenados no tecido adiposo. Lá, as toxinas serão reconhecidas como corpos estranhos e assim o sistema imunológico irá tentar combatê-las e eliminá-las, causando uma inflamação no local. Como todos sabem uma das consequências da inflamação é o edema, ou inchaço, que dificulta o processo de emagrecimento.

Não adianta se desesperar! Estamos em contato com toxinas o tempo todo... Nos alimentos, na forma de agrotóxicos, corantes e pesticidas, nos solventes, nos resíduos de embalagens plásticas em alimentos industrializados, metabólitos de medicamentos ou até em peixes contaminados com chumbo e mercúrio, resíduos despejados nos oceanos diariamente.










Não tem como fugir! Mas algumas atitudes podem ser tomadas a fim de minimizar esse problema.

Uma delas é melhorar o processo de destoxificação do organismo. O que é isso? A capacidade do seu organismo de eliminar substâncias nocivas do corpo. Os dois principais órgãos envolvidos nesse processo são os intestinos e o fígado. Cuidar bem deles é a maneira mais eficaz de minimizar os efeitos dos compostos tóxicos no seu corpo. A seguir algumas medidas simples que você pode tomar no dia-a-dia:
  • preferir o consumo de alimentos orgânicos: esses não são contaminados com compostos tóxicos e diminuem o trabalho do seu organismo;
  • melhorar o trânsito intestinal: tomar bastante água e aumentar o consumo de fibras são medidas importantes a serem tomadas;
  • consumir ban-chá após as refeições: além de excelente antioxidante, melhora a digestão e equilibra o intestino;
  • comer diariamente algum desses alimentos: brócolis, couve, couve-flor, rabanete, agrião, nabo, repolho, rúcula e couve-de-bruxelas (indicação da nutricionista - Drª Gisela Savioli);
  • consumir Boldo-do-Chile quando sentir que seu fígado não está funcionando muito bem;
  • aumentar a ingestão de bioflavonóides (veja o post "Flavonóides"- http://dadosencapsulados.blogspot.com/2010/09/flavonoides.html) e antioxidantes;
  • aumentar consumo de alimentos que contêm enxofre, como o alho, que são excelentes destoxificantes.
Melhorando a capacidade do seu corpo de eliminar substâncias nocivas, além de contribuir com a perda de peso, você terá um melhor funcionamento do seu organismo como um todo, potencializando sistema imunológico, regularizando intestinos e melhorando até mesmo seu humor!