20 setembro 2010

Mitríades, o veneno e as subdoses


Hoje vou lhes contar uma história que acho muito curiosa, a história do rei Mitríades.
Mitríades reinou em meados do século II a.C., uma época em que era muito comum a prática do envenenamento, já que muitas substâncias químicas estavam sendo descobertas e, como crianças que ganham um brinquedo novo, os militares gostavam de testar esses brinquedos em seus oponentes.
Seu reino havia sido glorioso por muito tempo, mas em 63 a.C., Mitríades já não estava mais "muito bom das pernas" e seu grande medo era ser envenenado. Ciente do perigo que corria, Mitríades fazia uso de provadores de comida, servos que comiam antes do rei para garantir que a comida não estava envenenada. Pois bem, acontece que ele perdeu muitos servos desse modo. Cansado desta situação e sabendo de um perigo maior, Mitríades resolveu tentar algo novo. Começou a ingerir pequenas doses de cada veneno dos mais utilizados na época, sendo uma mistura de 60 venenos em média, pois sabia que com subdoses não iria morrer. Fez isso durante muito tempo, passando a aumentar as doses, pois sabia que assim também sua tolerância iria aumentar. E de fato aumentou. Mitríades após algum tempo tomava doses cavalares de veneno e não sofria mal algum.
Quando seu reino já estava totalmente fragilizado, o mesmo foi invadido e seus inimigos enfiaram veneno goela abaixo em Mitríades mas nada acontecia, pois ele já estava imune àquilo tudo. Se ele foi morto por outro método ou conseguiu fugir desse modo eu já não sei.
Curiosa a história, não é?! Levanta uma questão: até onde o veneno é tão maléfico? Pense nisso. Uma boa semana...

3 comentários:

Cristina Dias disse...

Esta informação gerou uma diminuição na frequência da feira orgânica. Espero que eles não saibam do seu blog, hehehe.

marianadias disse...

Hahahaha...
Espero que não também, mãe! Eles não serão tão bonzinhos...rsrs...

Lucas disse...

olha eu aqui! hj, fazendo a festa nos comentários do blog! rs

Muito interessante viu!

Vou te falar uma coisa.. eu nunca ouvi se quer uma palavra sua... mas se vc fala tão bem, quanto escreve (ou nem q seja 20%), já é extraordinária como pessoa e futuramente, como uma farmacêutica! :0)

bj