26 agosto 2010

O Fim da era dos Antibióticos

Estava eu lendo um livro muito bom que acabei de comprar e me deparei com um assunto que há algum tempo estou querendo colocar aqui no blog, mas faltava-me inspiração. Faltava, não falta mais. O livro fala sobre o uso indiscriminado de antibióticos que ocorre na Saúde Pública.


Algumas pessoas me questionam e até argumentam contra, quando digo que não gosto de ir a hospitais, mas é uma situação que acaba sendo engraçada (para não dizer trágica). Não importa o que você tenha ou o quadro que você apresente, você vai sair com uma receita com alguns medicamentos, e entre eles sempre terá... Um antibiótico! Está com infecção urinária? Antibiótico. Gripe? Antibiótico. Dor-de-garganta? Antibiótico. Gastrite? Mais antibiótico.

Por incrível que pareça a maioria da população não sabe, mas o antibiótico possui ação contra bactérias, apenas bactérias. Se você está com uma gripe, essa pode ser causada por um vírus e, nesse caso, o antibiótico não ajudará em nada. Pior, agravará o quadro! Eu explico o porquê. Como disse anteriormente, antibiótico mata bactérias. Sendo o seu quadro causado por bactérias ou não, o antibiótico sempre estará matando também as bactérias do seu intestino. Elas constituem a principal linha de defesa contra todos os microrganismos que entram no seu corpo. Por isso que após uma antibioticoterapia, é indicado que o paciente tome Yakult ou qualquer outro repositor bacteriano.

A grande verdade é que em nome de um distúrbio facilmente curável por medidas práticas, promovem-se holocaustos de bactérias benéficas, deixando os intestinos, após um tratamento desses, à mercê de bactérias altamente patogênicas e tóxicas. Um triste exemplo é o do “megacólon tóxico”, infecção grave do intestino grosso causada por Clostridium difficile, após tratamentos antibióticos intensivos, com alta mortalidade.

Quando falo em medidas práticas, refiro-me a uma reeducação alimentar, alcalinização do organismo, limpeza intestinal etc. Por exemplo, esse inverno foi realmente bastante difícil, para onde eu olhava via gente doente, com dor-de-garganta, gripe, mal-disposta, e para mim também costumava ser assim. As coisas mudaram graças a uma pequena alteração que fiz no meu dia: ao acordar comecei a fazer um copo de suco de laranja. Fazer mesmo, não comprar embalado. É simples, rápido e te evita um monte de dor-de-cabeça, pois deixa seu organismo muito forte para combater qualquer invasor patogênico.
É o que eu sempre digo, “muitas vezes a cura é muito mais simples do que imaginamos”. Para quem ficou curioso sobre o nome do livro, aí vai - “Lugar de médico é na cozinha”, do Dr. Alberto Peribanez Gonzales. Sugestivo, não?!


2 comentários:

Cristina Dias disse...

Parabéns, pela coragem de expor um artigo tão franco e honesto. Indicarei para alguns pacientes tomarem consciência

BLZ disse...

É impressionante a quantidade de pessoas que continuam a usar essas medicações indiscriminadamente, infelizmente o ser humano somente choca-se diante de reações a curto prazo, desapercebe-se dos problemas que pode ter no futuro. Mariana, seu trabalho continua excelente e esse blog merece ser mais divulgado. Parabéns pelo esforço e iniciativa!