18 agosto 2010

Açúcar, pra que te quero!?



Doce veneno! Sim, essa é a grande verdade. Quem consegue viver sem açúcar nos dias de hoje? Pão francês tem açúcar, biscoito cream cracker “integral” também tem, cereais matinais levam açúcar “demerara”, carne defumada também, catchup, pasta de dente, drágeas de vitaminas... Tudo tem açúcar. Por mais dramático que pareça, açúcar é o grande vício do ser humano. E não é de hoje. Começou com as frutas... Algum tempo depois vieram as Grandes Navegações que traziam tecidos, perfumes e especiarias do Oriente, e foi aí que o negócio complicou... Isso porque na Europa não tinha açúcar, era tudo importado do Oriente e custava uma fortuna, de modo que só os nobres podiam comprar. O comércio de açúcar era feito como hoje se comercializa droga! As pessoas ficavam viciadas e queriam cada vez mais, como a cocaína é hoje: uma coisa refinada até mais não poder, que vai direto para o sangue e causa uma série de alterações físicas e mentais no consumidor. Açúcar dá uma certa bobeira mental, cientificamente explicada pelo encontro da insulina com um aminoácido chamado triptofano que é rapidamente convertido em serotonina, um tranqüilizante natural. Não é à toa a mania de dar água com açúcar para quem precisa se acalmar!
Muitos estudos já foram feitos e vários livros escritos com tal tema, dentre os que mais gosto estão “Sugar Blues” de William Dufty e “Sem açúcar Com afeto” da talentosíssima Sonia Hirsch.

Vários males são associados ao consumo excessivo de açúcar:
• corrimento para as mulheres;
• bronquite, asma, rinite alérgica;
• falta de concentração nas crianças ( e nas “nem tão crianças”), manha, alternância de humor;
• aumento na produção de estrogênio, gerando impotência nos homens e intensificando o desejo sexual das mulheres;
• cárie;
• acidez sistêmica... Ambiente perfeito para infecções!

Olha, depois de ler sobre o tema, eu diria que nossa situação é desesperadora! Quem consegue ficar sem o açúcar no cafezinho de todo dia, sem a bala no cinema, sem adoçar o suco de maracujá?!?!?! Poderia discursar muito aqui, mas lhe dou uma dica valiosa que talvez você já saiba: o segredo está no equilíbrio. “Conhece-te a ti mesmo”. Faça algumas alterações, observe, exclua o excesso. O organismo é muito “adaptável”, faça proveito disso!

3 comentários:

Marcelo disse...

Rinite alérgica ? Alternância de humor ? Hum..conheço alguém assim...Melhor começar a mudar isso logo antes que os demais efeitos colaterais também se façam presentes..e os açúcares orgânicos ? Servem como opção para diminuir o perigo ou ao mesmo alternar os efeitos ? Parabéns pela iniciativa do blog, muito interessante, claro e bem feito..

Marcelo disse...

Alternar os efeitos não...amenizar .. foi mal..rs..

marianadias disse...

Então, essa é uma grande questão...rs... O açúcar orgânico que vc diz seria o açúcar produzido sem adição de agrotóxicos, não é?! O que acontece é que esses efeitos não estão associados ao agrotóxico utilizado e sim à sacarose em si. O excesso de sacarose produz esses efeitos e não adianta se é orgânico, demerara , mascavo... Aliás o mascavo seria a melhor alternativa, o problema é que tenho lido em alguns livros que o açúcar mascavo vendido por aí nada mais é que açúcar branco com 10 a 15% de melado misturado para ficar marrom. A coisa não é fácil. Mas se está preocupado com os efeitos lhe dou uma receita: chá com a folha do jamelão! É ótimo! Limpa o sangue... Tá dada a dica. Obrigada e continue acompanhando o blog.