17 julho 2010

Cuidados com a aspirina


Sendo o primeiro fármaco sintetizado na história da Farmácia (1899) e mostrando alta eficácia, o uso da aspirina se tornou uma prática muito comum. Ainda que muito contraditório, é um fármaco que se deve usar com extremo cuidado. Aspirina pode ser um excelente analgésico, antitérmico e antiinflamatório, mas tem efeitos adversos bastante graves. Por exemplo, aspirina não pode ser administrada para crianças que tiveram uma infecção viral, mas qual é a primeira coisa que os pais fazem quando a criança começa a apresentar febre e reclamar de dores no corpo??? Dá-lhe Melhoral Infantil. Eu explico o porquê: quando se administra aspirina para uma criança após uma infecção viral, ela pode contrair uma patologia chamada Síndrome de Reye. Essa síndrome acomete principalmente fígado e cérebro, ou seja, a criança apresenta encefalopatia metabólica progressiva (com edema e hipertensão craniana) e insuficiência hepática. Uma bomba!

Outro caso grave, porém mais conhecido, é no caso da Dengue. Aspirina alivia todos os sintomas da dengue só que tem por propriedade ser anticoagulante e às vezes esse efeito é até desejável - como quando se deseja evitar a formação de um trombo (que são placas de ateroma no interior dos vasos sanguíneos)-, porém quando se toma aspirina e contrai dengue novamente, provavelmente a pessoa terá dengue hemorrágica, já que o corpo terá seu processo de coagulação do sangue inibido.
Ainda por essa característica anticoagulante, aspirina não deve ser administrada para gestantes, pois dificultará o trabalho de parto, com risco de hemorragia. Outras contra-indicações são para asmáticos e pessoas com complicações no trato gastrintestinal.
Pois é, um medicamento comum, vendido até em gôndolas sem nenhuma complicação para ser adquirido, pode ter todos esses problemas. É preciso estar atento!

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